Experimentação – método dadaísta e criação
Esses escritos fazem parte de uma tentativa de utilizar o método dadaísta na criação de poemas. Escrevi vinte e cinco palavras em um papel, cortei-as em pequenos fragmentos, dobrei-as e misturei o conteúdo. Retirei cinco palavras e a partir delas montei pequenos poemas e sentenças. Realizado em 07 de outubro de 2020.
Palavras: autenticidade, animal, corpo, sentir, refletir
‘A
autenticidade de ser animal em corpo humano: sentir e refletir’
‘Eu
sou
E a
partir do ser,
me
desanimalizo.
Eu,
corpo
que sente e
reflete
o ser.
Autenticidade.”
“Autêntico
é o corpo
que
se sente corpo
E
nessa reflexão rom
pe
com a animalidade
pura.
Animal
e
não
animal que
se
coabitam.
Fronteiras.
A
vida se transforma.”
“Animal
que se crê gente
é
coisa das
mais
absurdas e
maravilhosas
de ver.
Começa
pelo sentir.
Algo
atravessa e
se
instala
pela
estranheza.
O
que é o corpo?
O
que é ser corpo?
As
vezes me pego
refletindo
sobre
o
sentir do mundo
de
um recém-nascido.
É um
sentir
primitivo,
autêntico,
sentir
sem
palavras.
E
nós,
que
nos
cremos
e criamos
adultos,
nos
desesperamos em meio
a vida.
Coragem,
teu
nome é
criança.”
‘Autenticidade.
Animal
em corpo humano é igual a sentir e refletir.’
“No
reflexo do corpo
está
o animal que sente
e
nomeia a si no meio disso.
A
autenticidade da voz
passa
pela
nomeação de si
no
mundo.
O
macaco que se fez gente
precisou
se reconhecer como
macaco
E
depois não se reconhecer
como
sendo.”
‘O
primeiro território conhecido é o corpo.
Nasci
com ele,
experimento
nele.
É
dele que falo e sinto.
Reflito
ainda nele.
A
autenticidade de se
perceber
como um
animal
no
meio
do
mundo:
habitar
a outra casa.’

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