Sobre a tentativa...

Quem sou eu no instante que precede as trocas de segundo? 
Quem sou eu na ausência, na pausa entre o dito e não dito? 
Que mundo o meu silêncio irá construir? 
Quais territórios posso unir? 
Quantas paradas posso mover fazendo o mínimo esforço? 
Busco o que? 

Há momentos em que as perguntas são mais reveladoras desses contrapontos que se somam e viram um turbilhão. Encerro uma parte de mim já esperando o início de outra. Preciso aprender o equilíbrio de descansar. Tenho vontades de criação, ao mesmo tempo que me desfoco e quero abraçar o mundo e tomá-lo inteiro para mim. Com que materiais vou erguer minha casa se não me permito conhecer a diversidade de possibilidades  que o descanso e o contato me proporcionam? Quero escrever, participar ativamente da gestação de sonhos-livros, quero que minhas escrita chegue nas pessoas e se faça lar. Quero finalizar compromissos. Quero ser feliz com as pessoas ao meu redor...

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