Afeto em exílio

O meu afeto afeta

de uma forma que o afetar não seja

de fato afetuoso.

 

O meu afeto fere

e ao agir me torno fera,

animal estranho e ferido.

 

O meu afeto se estranha

quando se torna estranho e

entra nas minhas entranhas

a partir do olhar duro, exterior.

 

O meu afeto é proibido,

reprimido

e extinguido a cada vez que

manifesto.

 

O meu afeto corre

entre

minhas veias,

exala por

entre

minhas glândulas,

passeia pela minha garganta

e encontra abrigo

no peito,

escapando dos

olhos das pessoas de bem,

que não aceitam,

entendem,

sentem e se

felicitam com o meu bem. 




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