Permane(ser)
Eu
permaneço
Em
meio a incômodos e desajustes.
Tentando
equilibrar o desconforto de querer ser além de mim,
Buscando
trazer um pouco de ajuda aos meus.
E
como isso me dói.
Mesmo
assim, eu permaneço.
Porque
cada choro de uma mãe por seu filho é o meu choro.
Porque
cada luto não concedido por violência de qualquer tipo é o meu luto.
Porque
cada agressão, emocional ou física, me sangra também.
Eu
não queria, mas ainda permaneço.
Tenho
a esperança de que as crianças que virão transformarão o mundo.
Tenho
a certeza de que sou a semente plantada por meus antepassados.
Tenho
a vontade de dar acalento a quem tanto luta.
Eu
permaneço porque é preciso.
Meu
povo tem força.
Meu
povo tem raiz.
Meu
povo tem seu nome da criação de maravilhas.
E
isso já não mais me dói.

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