2024
2024
chegou e com ele sinto a brisa que coloca tudo em movimento dança no infinito. É
momento de passagem e, ao invés de me conter ou controlar, vou me tornar uma só
com ela, porque sei que resistir não é saudável e a dança é necessária. Saí
muito de mim e dancei por 2023, quero voltar por outro caminho, mais consciente
de mim e das minhas escolhas – que a cada dia mais se mostram de acordo com os
alinhamentos que tive. Tive desequilíbrios, eu sei. Mas me sustentei e dei pé
quando precisei. Nunca estive só, mesmo nos momentos em que essa ideia insistia
em surgir. Porque eu sou várias e também porque também sou muitos. E ainda
assim sou eu mesma. O medo de não dar conta, de ser muito pra mim e de estar
muito abaixo do que se precisa só existiu porque não reconheci na minha pequenez
a semente de minha grandeza. Porque eu sou grande. Eu movo e movimento amores,
crio pontes, tento acessar pessoas e as permito me acessar. Eu gesto. As vezes
sem nem me dar conta, mas eu gesto e no meu gesto eu crio e sou vida. Por isso,
esse ano quero semear mais e com consciência da minha potência e da minha forma
de ver e criar o mundo. Acreditando mais em mim, no meu sentir, e nas coisas
boas que tenho a compartilhar, porque eu tenho muito e sei disso – agora sei.
Minhas palavras são amor em tinta e primeiramente, deliberadamente, intimamente
e inteiramente eu quero amar a mim. Amar meu choro, meu riso, meu gozo, meu
lado mesquinho, meu lado bobo, cada traço, cada risco, cada rastro que me torna
o que sou e o que posso ser: minhas incoerências e contradições, meus medos e
solidões, minhas tristezas e angústias. Amar minha melancolia e minha alegria,
meus problemas e minhas alergias e até as minhas decepções. Amar minhas doenças
e desavenças sobretudo comigo mesma. Amar minha força, minha determinação,
minha coragem, minha animação. Amar meus corpos e o sentir dos meus corpos.
Amar minha mente e meu coração. Amar pele, ossos e pelos, cada fio de cabelo
que carrega informação ancestral. Amar, amar, amar sem ponto final

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