Sobre o passar dos anos...
Em uma dessas andanças pela internet, a gente se depara com muitas coisas - eis a graça de surfar.
É segunda-feira, o dia surge atordoado diante dos olhos. A manhã passa no ritmo de um trem-bala, a ansiedade tenta se aproximar como uma amiga, pedindo licença para entrar em uma casa onde não pretende ser hóspede e sim proprietária.
Golpe de sorte: ela é dominada antes mesmo de chegar a porta: menos um dia sem a sensação de sufoco, de desespero por não ter domínio emocional sobre mim.
Hoje, vivo.
Amanhã, não sei.
Eis a graça da vida, dizem.
Tendo a concordar e a crer nisso. Quero crer nisso. Converso com amigos, converso com colegas enquanto espero. Espero esperando o não esperar que ainda vem, em um momento vem.
Acordei cheia de sonhos e, seguindo a ordem dos dias, dormiria sem nenhum na reserva, apenas sentindo um incômodo. É horrível essa auto-limitação contra a qual tento desesperadamente agir. Quando agir? Como agir?
É segunda-feira, a noite cai. E exatamente onde não me procuro, surjo. Eis me aqui.
8 anos mais velha, o tempo voa...
Como a gente muda e não se reconhece mais nos traços antigos... Naquela época, já vivia o meu amor por livros - prenúncio de um futuro? Me orgulho do que passei, do que vivi e do que sofri. Apagar dos vestígios da memória, esse ensinamento dos anos não é uma condição, é um assassinato.
Recuso-me frente ao suicídio tinta. Hei de conviver.

Comentários
Postar um comentário